Herbert Vianna - Bom, posso cantarolar algo pra passar o tempinho?
"Eu queria ver no escuro do mundo
onde está tudo que você quer
pra me transformar no que te agrada
no que me faça ver
quais são as cores e as coisas pra te prender..."
E passou-se um tempo... um bom tempo. Aliás, um mau tempo.
sábado, 14 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Para Hugo Silva Quintas.
Meu primo boêmio,
há tempos nossos corações batem afins.
Nem teus retornos constantes ao teu lar,
aquele que depois de ido
tu escolheste amar; fazem assim diminuir
esse amor que bate à minha porta para nos unir.
Saiba que sonho com nossas aventuras; e também nossas desventuras
aquelas que vivemos em nossa eterna infância,
marcada por infinitas andanças e vislumbres de um mundo em nossas mãos.
Perdoa esse teu primo, esse teu irmão,
que te escreve imerso em lágrimas, esses versos em dó-maior para teu dia,
este teu amigo que deixa refletir nos olhos a saudade desentranhada de ti.
Tu me conheces! Sabes de minha emoção incontida;
e que a nostalgia, por vezes me pega desavisado.
E nós somos dois afetados pela Poesia mundana,
somos almas afins, em comum destino
e entre nós há a certeza do amor
maior que o parentesco, maior que a dor da saudade
que talvez um dia, alguma espiritualidade
venha a explicar.
Do teu irmão, que seria capaz de dispôr de tudo quanto fosse necessário à felicidade dele, para ainda poder acompanhar quantos dias "10 de março" o destino nos vier presentear. Guilherme Carvalho Cavalcante Oliveira.
há tempos nossos corações batem afins.
Nem teus retornos constantes ao teu lar,
aquele que depois de ido
tu escolheste amar; fazem assim diminuir
esse amor que bate à minha porta para nos unir.
Saiba que sonho com nossas aventuras; e também nossas desventuras
aquelas que vivemos em nossa eterna infância,
marcada por infinitas andanças e vislumbres de um mundo em nossas mãos.
Perdoa esse teu primo, esse teu irmão,
que te escreve imerso em lágrimas, esses versos em dó-maior para teu dia,
este teu amigo que deixa refletir nos olhos a saudade desentranhada de ti.
Tu me conheces! Sabes de minha emoção incontida;
e que a nostalgia, por vezes me pega desavisado.
E nós somos dois afetados pela Poesia mundana,
somos almas afins, em comum destino
e entre nós há a certeza do amor
maior que o parentesco, maior que a dor da saudade
que talvez um dia, alguma espiritualidade
venha a explicar.
Do teu irmão, que seria capaz de dispôr de tudo quanto fosse necessário à felicidade dele, para ainda poder acompanhar quantos dias "10 de março" o destino nos vier presentear. Guilherme Carvalho Cavalcante Oliveira.
segunda-feira, 9 de março de 2009
"Seguramente não sou eu:
É a tarde, talvez, assim parada
Me impedindo de pensar.
Ah, meu amigo
Quisera poder dizer-te tudo; no entanto
Preciso desprender-me de toda lembrança; de algum lugar
Uma mulher me vê viver, que me chama
Devo segui-la, porque tal é o meu destino.
Seguirei todas as mulheres em meu caminho, de tal forma
Que ela seja, em sua rota, uma dispersão de pegadas
Para o alto, e não me reste de tudo, ao fim
Senão o sentimento desta missão e o consolo de saber
Que fui amante, e que entre a mulher e eu alguma coisa existe
Maior que o amor e a carne, um secreto acordo, uma promessa
De socorro, de compreensão e fidelidade para a vida."
Vinícius de Moraes - Elegia ao Primeiro Amigo
É a tarde, talvez, assim parada
Me impedindo de pensar.
Ah, meu amigo
Quisera poder dizer-te tudo; no entanto
Preciso desprender-me de toda lembrança; de algum lugar
Uma mulher me vê viver, que me chama
Devo segui-la, porque tal é o meu destino.
Seguirei todas as mulheres em meu caminho, de tal forma
Que ela seja, em sua rota, uma dispersão de pegadas
Para o alto, e não me reste de tudo, ao fim
Senão o sentimento desta missão e o consolo de saber
Que fui amante, e que entre a mulher e eu alguma coisa existe
Maior que o amor e a carne, um secreto acordo, uma promessa
De socorro, de compreensão e fidelidade para a vida."
Vinícius de Moraes - Elegia ao Primeiro Amigo
quinta-feira, 5 de março de 2009
Enquanto isso, lá em cima...
Hoje sou meu próprio céu,
e minha aurora tem mais cores
que as pobres horas das tardes vazias.
No meu céu pairam cometas e Três-Marias,
nas minhas nuvens
diluo minhas lágrimas e meus objetos esquecidos,
que aos poucos, como pequenos comprimidos,
eu deixo escapar.
No vão que é meu céu,
correm sentimentos estranhos, raios e trovões
fugazes e poderosos,
como as paixões que um dia vivi.
por Guilherme.
e minha aurora tem mais cores
que as pobres horas das tardes vazias.
No meu céu pairam cometas e Três-Marias,
nas minhas nuvens
diluo minhas lágrimas e meus objetos esquecidos,
que aos poucos, como pequenos comprimidos,
eu deixo escapar.
No vão que é meu céu,
correm sentimentos estranhos, raios e trovões
fugazes e poderosos,
como as paixões que um dia vivi.
por Guilherme.
quarta-feira, 4 de março de 2009
"Sinto-me forte contra a vida inteira
Neste momento.
A mim mesmo tomei a dianteira.
Sinto que não há em nada,
noite ou vento
Que estorve a minha vida aventureira."
Fernando Pessoa.
No meio desse turbilhão de emoções, mora meu coração. Cercado de forças extremas e absolutas que não faço a mínima questão de controlar. :)
por Guilherme.
Neste momento.
A mim mesmo tomei a dianteira.
Sinto que não há em nada,
noite ou vento
Que estorve a minha vida aventureira."
Fernando Pessoa.
No meio desse turbilhão de emoções, mora meu coração. Cercado de forças extremas e absolutas que não faço a mínima questão de controlar. :)
por Guilherme.
segunda-feira, 2 de março de 2009
O Rei
E o instante de desespero
essa noite fez-se infinito.
Chamem o rei dessas terras,
que hoje seu reino vai saber o que é a dor.
E esse rei, que aqui vos fala,
qual um plebeu, derrama seu pranto
e com ele choram todos os seus súditos,
refletindo-se em cada olhar a solidão
que tal qual uma lei,
baixa no coração da realeza.
.
Eu não entendo. Não sei. Não sei o que me faz vir aqui toda noite escrever. Não sei porque escrevo. Sei que todas noites, me desperta um monstro, desentranhado do meu ser. Um monstro que me corrói os sentimentos e me compele para a solidão... meu carma, meu estigma. Eu traço planos, desenho casas e ruas cheias de jardins coloridos. Mas nada disso me pertence. São apenas imagens retiradas de um quadro de Van Gogh ou de um filme de romance. Ahh, os romances...! Acho que sou o legítimo poeta "fingidor" de Fernando Pessoa, que "chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente". Sou um mentiroso. Não creio em mim mesmo, mas discordo daqueles que me desacreditam. Sou hipócrita. Mas amo! Amo muito. Amo com uma violência silenciosa, daquelas arranha o estômago. Sou enfático. Se amo, amo com a certeza daqueles que não têm outra opção e para os quais o amor ainda é o mais amargo remédio. E sofro. Sofro como um mártir que nao cabe a si desenhar seu destino. Sofro porque tenho que sair de casa todo dia no mesmo horário, porque meu carro está sempre na mesma garagem, porque meu telefone nunca muda, porque sempre me ligam as mesmas pessoas, sofro com todas as banalidades do cotidiano. Sei exatamente a hora do dia em que começa a chover, e finjo que esqueci de fechar a janela do meu quarto, só pra deixar molhar. Às vezes, cogito variar os meus pecados, pra ver se não me afogo nesse tédio.
Ah, como me cansam os afazeres do homem mediano que finjo ser!
por Guilherme.
essa noite fez-se infinito.
Chamem o rei dessas terras,
que hoje seu reino vai saber o que é a dor.
E esse rei, que aqui vos fala,
qual um plebeu, derrama seu pranto
e com ele choram todos os seus súditos,
refletindo-se em cada olhar a solidão
que tal qual uma lei,
baixa no coração da realeza.
.
Eu não entendo. Não sei. Não sei o que me faz vir aqui toda noite escrever. Não sei porque escrevo. Sei que todas noites, me desperta um monstro, desentranhado do meu ser. Um monstro que me corrói os sentimentos e me compele para a solidão... meu carma, meu estigma. Eu traço planos, desenho casas e ruas cheias de jardins coloridos. Mas nada disso me pertence. São apenas imagens retiradas de um quadro de Van Gogh ou de um filme de romance. Ahh, os romances...! Acho que sou o legítimo poeta "fingidor" de Fernando Pessoa, que "chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente". Sou um mentiroso. Não creio em mim mesmo, mas discordo daqueles que me desacreditam. Sou hipócrita. Mas amo! Amo muito. Amo com uma violência silenciosa, daquelas arranha o estômago. Sou enfático. Se amo, amo com a certeza daqueles que não têm outra opção e para os quais o amor ainda é o mais amargo remédio. E sofro. Sofro como um mártir que nao cabe a si desenhar seu destino. Sofro porque tenho que sair de casa todo dia no mesmo horário, porque meu carro está sempre na mesma garagem, porque meu telefone nunca muda, porque sempre me ligam as mesmas pessoas, sofro com todas as banalidades do cotidiano. Sei exatamente a hora do dia em que começa a chover, e finjo que esqueci de fechar a janela do meu quarto, só pra deixar molhar. Às vezes, cogito variar os meus pecados, pra ver se não me afogo nesse tédio.
Ah, como me cansam os afazeres do homem mediano que finjo ser!
por Guilherme.
domingo, 1 de março de 2009
Queria dizer aqui algumas palavras que extrapolassem o óbvio. Que fossem além da aurora e derrubassem a barreira do tempo. Queria virar uma ampulheta de cabeça pra baixo e voltar para tempos que nunca vivi. Amores proibidos e despedidas solenes, pois sei que o horizonte é mais do que apenas um véu para o infinito. Quero uma mulher a repousar em meus sonhos. Uma mulher que me desvie do meu caminho... e que seja doce desviar-se. E mais: quero-a drástica, repentina! É disso que preciso. Neste momento, vivo a agonia dos dias ordinários. Eu quero um relógio que não marque as horas e um poema sem versos, sem nexo, onde eu possa me perder em meios às palavras soltas e às fantasias de carnaval que eu mesmo criei.
Como disse meu amigo Lucas: "o nosso leste é para poucos".
.
Sabe quando você acha que perdeu
sem ao menos ter lutado?
Que cada parte do seu futuro
é um reflexo do passado.
Você finge que esquece,
finge que não tem amor nesse coração.
Mas nem tudo que você leva consigo
está guardado na palma da sua mão.
por Guilherme.
Como disse meu amigo Lucas: "o nosso leste é para poucos".
.
Sabe quando você acha que perdeu
sem ao menos ter lutado?
Que cada parte do seu futuro
é um reflexo do passado.
Você finge que esquece,
finge que não tem amor nesse coração.
Mas nem tudo que você leva consigo
está guardado na palma da sua mão.
por Guilherme.
Assinar:
Postagens (Atom)
